Toca essa música de seda , frouxa e trêmula , que apenas embala a noite e balança as estrelas noutro mar .
do fundo da escuridão nascem vagos navios de ouro , com as mãos de esquecidos corpos quase desmanchados no vento .
Eo vento bate nas cordas , e estremecem as velas opacas , e a água derrete um brilho fino , quem em si mesmo logo se perde .
Toca essa música de seda , entre areias e nuvens e espumas.
Os remos pararão no meio da onda , entre os peixes suspensos ; e as cordas partidas andarão pelos ares dançando á toa .
Cessára essa música de sombra , que apenas indica valores de ar .
Não haverá mais nossa vida , talvez não haja nem pó que fomos .
E a memória de tudo desmanchará suas dunas desertas , e em navios novos homens eternos navegarão .
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